terça-feira, 14 de maio de 2019


Orelha da capa do livro, A Magia dos Reencontros por Jaime D’Aquino.

Por que a grande número de seres humanos parece, em certos momentos de suas existências, viverem em um mundo estranho, muito diferente daquele que desejariam para se sentirem em paz, para conviver em harmonia com todos das suas esferas de relacionamentos? Por que tantas diversidades entre as pessoas ou grupos, nas suas peculiares maneiras de ser e ver a vida?
Estas representam apenas umas das inúmeras questões que, de alguma forma, atormentam multidões de indivíduos, já que as cadências dos passos dados nesta difícil estrada são desencontradas uns dos outros.
Será que se todos, sem exceção, tivessem afinidades próximas, análogas particularidades, pontos de vista não exatamente idênticos, mas que convergissem para vizinhas direções, não os faria parte de uma ditosa comunidade de um mundo próximo do ideal?
Este é um dos mais relevantes temas abordados na nossa obra, A Magia dos Reencontros.
Se admitirmos as pluralidades das existências, compreenderemos a imensa utilidade dessas desigualdades, pois os obstáculos por ela criados nos levam a crer, por meio de meticulosas observações, que devem existir razões para que tudo seja como é.
Nas dificuldades aprendemos a ser forte, nas tristezas a valorizar as alegrias, no ódio, a cultivar o amor, a fraternidade.
Estes esmeros morais ou espirituais, contudo, não devem acontecer de forma súbita, antes, porém, forjado nos sofrimentos, nas penosas situações de todas as sortes. Assim, paulatinamente, através de longas eras, nos preparamos para viver em um ambiente de paz, de bem-aventurança. Por enquanto este é um mundo de tormentos, de expiações e, feliz daquele que o consegue vencer.

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domingo, 12 de maio de 2019


Nas descrições dos infinitos encantos transmitidos pelos elementos da natureza, quando ela seja o foco de inspiração, o poeta, arrebatado, faz uso do pensar simplesmente com um gerenciador de instrumentos quais suas mãos para escrever ou palavras para declamar, pois elas emanam naturalmente da Alma sem a interferência dele. É algo como o que é visto e venerado, seja um reflexo dela, parte integrante de sua essência. O pensamento, quando atua à parte dessa circunstância, promove distorções já que se coloca entre a percepção do espírito e aquilo que ele percebe de si mesmo.
O pensamento, provindo da mente em seu estado ordinário, vê com olhos do corpo, entretanto pode transportar à Alma impulsos do belo, quando seus correspondentes se encontram nela.
Talvez isso explique porque um céu extasiante, uma linda flor com abelhas servindo-se de seu néctar e levando seu pólen à perpetuação da vida, o doce silêncio de um Altar e tantas majestades do universo ao alcance de todos, quase nada representa para legiões de observadores.
O pensar, o modo de ser de um poeta, sua natureza íntima, apenas pode ser em alguns casos, compreendido por outros poetas.



quinta-feira, 9 de maio de 2019


O meu grande sonho é tentar estimular legiões de pessoas mundo afora a entenderem o importantíssimo papel que a literatura representa como um instrumento de libertação da ignorância, do apelo para que através dela consigam ver o mundo sob uma perspectiva menos sombria, que a esperança e o deleite espiritual habitem mais e mais corações. Por que não sonharmos que a literatura possa trazer ao mundo compreensão, fraternidade e amor?

“O pensamento positivo pode vir naturalmente para alguns, mas também pode ser aprendido e cultivado, mude seus pensamentos e você mudará seu mundo.”.
- Norman Vincent Peale.      

 “O amor é a asa veloz que Deus deu à alma para que ela voe até o céu.”.
- Michelangelo.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

    Literatura, meu jardim de sonhos!


Ver a natureza e o ambiente que o cerca com os olhos da alma, traduzir os sentimentos com emoções que brotam dos mais profundos recônditos do âmago.
O pensamento do poeta representa para ele, mais que as asas representam para os pássaros. Ele pode voar sobre as estrelas, sob o mar, viajar além de quaisquer horizontes, através de suas alegrias ou amarguras. Não conhece limites em nenhuma direção; é livre e prisioneiro, mas doce, profundo e infinito é o cárcere que o enclausura. Desliza por ele e submerge nas energias da inspiração e logo, encontrando as portas que estão sempre abertas, alça voo para novas peregrinações, novas aventuras, na vastidão do outro universo; aquele que, embora, externo, é a extensão de seu interior, do seu coração, de Deus!
                    
                    Jaime D’Aquino.





Não é comum no nosso país, o Brasil, as pessoas gostarem de ler. A grande maioria vive às margens da literatura, por razões diversas e, talvez, os hábitos sociais sejam os fatores preponderantes a afastá-las de uma prática que poderia conduzi-las a um redirecionamento no pensar, de ver os acontecimentos as suas voltas de uma forma mais analítica como também, provavelmente adquirir, com o desenvolvimento intelectual, proporcionado por boas leituras, mormente os conteúdos apresentados nas obras didáticas, condições de julgamentos mais eficazes que as fariam mudarem, para muito melhor, os ambientes próximos que as cercam, bem como os de toda a Nação.
Sem dúvida alguma existem instrumentos que podem transformar o mundo, torna-lo mais humano e cremos que bem próximo do maior deles, o amor, encontra-se um coadjuvante excepcional; a literatura, ainda pouco explorada pelos homens, levando-se em conta o extraordinário número deles que coabitam neste mesmo mundo.


                       Jaime D'Aquino.



Esta postagem é endereçada aos que iniciam suas caminhadas na realização do sonho de escrever, não importa qual gênero preferido.

Existem muitos processos envolvidos no ato de construir um livro. O escritor, sobretudo iniciante, que possa ser um talento desconhecido e que não disponha de instruções relevantes dos princípios que regem a língua, pode ter dificuldades imensas na elaboração de um livro, a despeito de quão notável seja o conteúdo de sua obra.
Por melhor que represente planos de ideias, por mais sublime que sejam roteiros de inspirações, elas precisam ser dispostas de maneira tal que os brilhos originais não se percam ou ofusquem.
A inspiração procede de um dom e escrever bem, não necessariamente com mestria – o que é uma tarefa excessivamente árdua - não depende tão-somente de talento e criatividade, mas, principalmente de conhecimento algo superior ao básico da nossa gramática. O domínio mais abrangente possível dela representa desafios inclusive para os doutores da língua, pois ela é bastante complexa e, como tudo na vida, também evolui constantemente.
Nem sempre é possível ao escritor iniciante, mormente os mais pobres, pagar profissionais para confeccionar a capa de seu livro, revisão de textos e todo um trabalho a fim de deixa-lo concluído da melhor forma possível. Mesmo depois disso muita coisa precisa ser feita. Como vender suas obras? Sem divulgação adequada isso se torna complicadíssimo. Você será um autor independente? Tentará você mesmo ou através de terceiros vender seus livros? É outro caminho árduo, espinhoso!
Estes detalhes, entretanto, não devem desestimular aos que almejam ser um escritor conhecido e até mesmo, por que não, viver de literatura?
É muito difícil, sobretudo no nosso país, por uma série de razões, porém impossível, não. Claro que se isso acontecer contigo prezado escritor, será através de uma conceituada editora e aos encarregados de examinar a sua obra importa apenas que ela seja compreensível na integra, e que vejam nela expressivos potenciais de sucessos como também se enquadre nos tipos de literaturas pelas mesmas publicadas.
O que igualmente representa um complicador a mais é conseguir que uma dessas editoras se proponha a examinar o seu original.
O aconselho, alicerçado em anos de experiência, a começar pelo Clube de Autores. A única coisa que este Clube faz, a princípio, é imprimir, através de gráficas convenientes, seus livros e vende-los, na medida dos pedidos de interessados no que você escreve. Como atrair as atenções do público e tarefa sua e de mais ninguém.
Então o que o Clube de Autores pode fazer por você é quase nada? Não é bem assim! Na verdade de que outra maneira seria possível aos internautas saberem que você existe que tem obras expostas em algum lugar? Há outras opções para isso? Claro que sim, mas já tentou algumas delas? São gratuitas?
Agora a ajuda do Clube se expande se você providenciar o ISBN – International Standard Book Number – um sistema que identifica numericamente os livros segundo o título, o autor, o país e a editora, individualizando-os inclusive por edição. Com o ISBN seus livros poderão também ser vendidos nas livrarias conveniadas ao Clube de Autores quais: livrarias das lojas americanas, livraria cultura, Amazon, submarino, estante virtual, entre outras.
Esmere o mais que puder suas criações por meio de profissionais qualificados em capas, diagramação, revisões e também em um detalhe muito relevante; o (CIP): Dados Internacionais de Catalogação na Publicação. Um pequeno investimento que aumentará sobremaneira suas chances, porém jamais esqueça: o conteúdo de um livro é a sua Alma, sua Essência!
Um dos nossos principais propósitos é orientá-lo. Esforce-se, trabalhe para que sua obra seja conhecida, use todos os canais disponíveis, pois eles são variados, como este Blog, por exemplo, e os sites sociais. Jamais desanime, acredite em você.

                         Boa sorte.


         Literatura, meu jardim de sonhos.



Mas onde se deve procurar a liberdade é nos sentimentos. Esses é que são a essência viva da alma.
- Johann Goethe.

Não é a intensidade dos sentimentos elevados que faz os homens superiores, mas a sua duração.
- Friedrich Nietzsche.


           Literatura, meu jardim de sonhos.



Convidamos a você, escritor em quaisquer gêneros literários, conhecido ou não, mesmo aqueles que sonham em um dia escrever um livro a participar do nosso Blog.
Conte-nos uma história, a sua história, exponha seus desejos e esperanças, seus livros, se os tiver, mas solicitamos que sejam registrados na Biblioteca Nacional para a segurança de sua obra, enfim, sinta-se entre amigos.




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Texto selecionado do livro “O Despertar do Primeiro Homem”. Por Jaime D’Aquino.

_Neckvizs, trazendo ao pescoço o seu inseparável cordão confeccionado com uma fina tira de couro, tendo nos seus extremos, presa por duas argolas de aço, uma pedra de jaspe vermelha, caminha solitário pelas alvas areias de uma praia deserta. O também solitário, mas imponente Sol desliza suavemente em direção ao horizonte, espargindo antes da sua despedida, brilhos de luzes douradas refletidas nas esparsas e brancas nuvens que o rodeiam, nas calmas ondas do mar e em todos os espaços mais próximos da majestade de seu fulgor. Detém seus passos e o contempla como um espectador embevecido, indagando a si mesmo o que leva àquele magnífico astro a doar sempre todas as formas de energias vitais a Vida ao mundo onde se encontra.
Envolto em suas cogitações não percebe que a noite se fez presente trazendo com ela, apesar de muito distantes, não apenas um Sol, mas um número infinito deles.
É um homem que, embora peregrinasse por vários países, passando em meio a milhares de pessoas, e que teve contato com grande número delas, não imagina que uma entre todas sempre seguiu seus passos, orientando e protegendo-o desde eras remotas. Sem notar a sua presença e seus cuidados por ele, sente-se além de só, um prisioneiro de si mesmo.
Inquieto, vive dominado pela frustração de não possuir, quais todos os seus irmãos na Terra, a capacidade de abarcar o porquê da existência das coisas. Supõe a impossibilidade de em algum momento obter a abrangência absoluta de tudo.
Se essa Suprema faculdade lhe fosse, por algum acontecimento extraordinário, concedida, dissiparia para sempre a sua crucial interrogação interior que o atormenta desde menino, e assim, feliz, veria realizado o seu sonho, a sua razão de Vida. 
Entende que isso é algo impraticável e conforma-se. Como gostaria de expandir seus míseros conhecimentos muito além da habilitação humana e compreender esta questão extrema!
Senta-se agora nas frias areias, e seus olhos divagam pelas cintilantes estrelas que fazem aflorar do seu íntimo, imensa tristeza pela sua pequenez.
A ponderação diante de tão colossal esplendor, já que aqueles singulares pontinhos brilhantes são simplesmente uma ínfima porção do que a sua percepção pode alcançar, parece-lhe naquele instante, a melhor opção.
Deixou de lado os anseios do seu âmago e passou a contemplar, sentindo a seguir que inibindo a sua faculdade de pensar, tudo o que via na abóbada celeste se revestia de irresistível magnetismo, como se a ele fosse enviado um chamamento para que no silêncio, apreciasse com os olhos do seu interior, os encantos que apenas eles poderiam perceber.
Por horas fixou absorto, os flamejantes pontos de luz, sem a menor ansiedade e necessidade de saber o que são de fato, que papéis representam ou as suas essências.
Na sua “condição particular” não poderia haver tão profundo desligamento que, em dado momento, o levou a viajar em vertiginosa velocidade que se acelerava descontroladamente, passando por entre diversos mundos e, em certo instante, foi violentamente sacudido por alguém que lhe disse:
–Neckvizs volte!
_Ele, como se despertasse de um sono que durara meses, foi lentamente recobrando seus sentidos físicos, sentindo seu corpo gelado.
–Você não deve fazer isso, repreendeu-o o desconhecido.
–Quem é você e o que não devo fazer?
–Não tenho nome, mas escolha um que desejar e me chame por ele.
–Como não tem nome? Todos os homens e tudo o que existe e é conhecido têm!
–Você sabe o que seja existir?  Foi interrogado pelo anônimo.
–Não é ter realidade? Perguntou.
–E o que é realidade?
_Na tentativa de por fim a conversa ironizou:
–Não sei. E o senhor por acaso, sabe?
–Sim, sei!
–Se sabe, por que me pergunta?
–Deixe de lado suas interrogações, visto que elas, por enquanto, não te conduzirão a lugar algum.
A Natureza como um todo te fascina de forma extraordinária, velho homem que tornou a ser criança, e voltando a ser, perdeu a oportunidade única da sua plena compreensão. Agora sem a menor das perspectivas desse entendimento, por causa dessa regressão, se angustia profundamente.
_Sentia-se antes enfadado pelas perguntas, mas agora perplexo, pois as suas mais íntimas particularidades pareciam transparentes ao estranho, além das citadas e não compreendidas afirmações, respondeu-lhe então com humildade:
–Sim. Vivo para continuar a ser por ela fascinado, porém, triste por não conseguir de forma alguma a percepção da sua essência.
–Deve ter registrado que sei disso.
–Sim, mas sabe, como?
–O teu âmago não é qual os dos demais seres humanos. Você ama a Natureza e a conhece o suficiente, contudo, por punição, esqueceu-se dos seus nobres atributos, conquistados em longo período evolutivo, voltando aqui como um homem comum.
–Por qual razão assegura isto?
–Saberá o motivo em pouco tempo, pois deixará de ser, ao menos interiormente, o que foi do seu nascimento ao presente.
–Que homem excêntrico! Me cativa inexplicavelmente, pensava Neckvizs. 
Você apareceu do nada sugerindo saber o que ocorria comigo. Diz que não tem nome, fala a meu respeito como se me conhecesse profundamente, além de insinuar que a vida é um livro aberto a ti. Será que ainda estou sob efeito do que me sucedeu e com a minha mente atordoada, ou você é verdadeiramente uma pessoa e está de fato frente a mim? Perguntou.
–Estou de fato frente a você, embora não seja uma pessoa.
–Então o que é você afinal, um humano diferente de todos os outros?
–Não sou Humano!
–Meus olhos então estão vendo algo que parece um homem, sem ser?
–Seus olhos estão vendo um Ser na forma física de um homem, pois não tenho corpo físico.
–Como não? Estou por ventura delirando?
–Apesar da Majestade do que vivenciou, como igualmente do potencial perigo a que foi exposto, encontra-se no seu juízo normal.
Para o homem e demais seres pensantes, o real é ilusório, vistos que todas as realidades deles estão sempre subordinadas a algo e a circunstâncias, pois nada o que tem “existência de fato”, nas suas concepções, é Real em si mesmo.
Nos universos e nas compreensões dos seres pensantes, dispersados, tanto o real quanto o irreal, são criações de suas mentes. Há apenas uma Realidade Absoluta, visto que Ela não depende de nada para existir, melhor dizendo, Ser, embora a sua natureza íntima seja inalcançável, para todos os que dormem; dos primeiros aos últimos.
–Você faz uso de um fraseado algo enigmático, mas, por favor, esclareça-me: nem mesmo você sabe o que Ela é?
–Sei, e você precisa compreender que:
Para todos os Seres pensantes, abaixo do pináculo evolutivo, nos “infinitos” graus de desenvolvimentos onde cada um se situa, existem diferentes realidades, e tudo o que eles imaginam existir ou não, está condicionado à do mundo, ao domínio existencial onde vivem.
Quando todos estiverem em um Único Mundo, haverá uma Única Realidade para “seus ocupantes” e ninguém jamais será “confundido”. Isto representa a meta inconsciente de todos os “Seres pensantes”.


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Texto selecionado do livro “O Despertar do Primeiro Homem”. Por Jaime D’Aquino.


–Meu amigo existe a mínima condição de eu entender o que seja o mais próximo possível da Realidade Absoluta?
–Isso obstina na tua cabeça qual uma obsessão. A sua ansiedade e incontrolável! Já falei a respeito, esqueceu-se?!
Se convença de algo fundamental: tudo segue um Plano, trilhado por passos determinados que, de forma alguma, podem ser negligenciados. Não existem atalhos para coisa alguma e, por mais uma vez, deseja dar um passo muito maior do que pode alcançar as tuas pernas. Não percebe a tua desmedida prepotência em desejar saber o que se encontra demasiadamente distante da tua compreensão?
–Para explicar-te a Realidade Absoluta, por mais próximo possível que esse esclarecimento possa estar da sua Natureza Íntima, seria imperioso que você estivesse situado em um ponto onde esta elucidação encontrasse meios de ser abarcada nas profundezas do teu interior.
Procure se colocar no lugar do homem que és, e atente para um exemplo rudimentar, não desconhecido de ti: por uma deficiência visual certo indivíduo não consegue perceber a cor vermelha. Para as pessoas onde este problema não as afeta esta cor existe e tem realidade. Para o deficiente ela existe apenas por informações de outrem, não por sua percepção, mesmo porque a falha do seu aparelho visual não elimina a faixa do espectro eletromagnético que dá “origem” a esta cor, contudo, para ele, esta cor não possui realidade, bem como todas as demais que dependem do vermelho. Concluímos assim, de forma primária, que pelo fato de algo existir não implica na sua realidade. Igualmente não é nenhuma incoerência admitirmos que as realidades dos homens sejam processadas nas suas mentes, através de parâmetros estabelecidos e, eles mudam sempre para uma concepção mais aperfeiçoada.
Com o mínimo de conhecimento e inteligência que possui, nas atuais circunstâncias da tua vida, sabe perfeitamente disso, então qual seria a utilidade pratica, de nestas mesmas atuais circunstâncias, ir além? Tudo, absolutamente tudo, “está diante do teu nariz”! O deficiente do exemplo citado, basicamente apenas não vê a cor vermelha, mas isto na plena realidade dele, já você, em relação a sua plena, é cego, surdo e mudo! Se no ínfimo tempo que me conheces pergunta-me obstinadamente pela mesma coisa, é porque entende que reúno condições de alguma forma, te ajudar na tua procura, mas convença-te de que, orientar não significa interferir nos processos que precisas e deve atravessar. Além de mim, também existe mais Seres a te auxiliar na tua incontida busca.

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Literatura, meu jardim de sonhos.

Texto selecionado do livro “O Despertar do Primeiro Homem”. Por Jaime D’Aquino.


Ele foi conduzido por Isasky até uma grande porta e, quando ela se abriu o mandou entrar, despedindo-se.
Entrando, o espaço a sua frente lhe indicava o interior de um suntuoso palácio.
Ficou extasiado ao ver monumentos de formas desconhecidas brilharem qual o ouro, quando a luz incide sobre eles.                                                                                                                              
Galantes, altas e robustas colunas que fariam invejas aos gênios arquitetos da Grécia antiga, sustentam um colossal teto em formato de cúpula.
São revestidas, representando símbolos, por pequeníssimas pedras idênticas ao diamante e outras preciosas, de cores diversas.
Doce voz feminina o fez voltar a sua atenção para uma entrada que dá acesso a outro recinto.
–Boa tarde, ilustre Neckvizs!
_Jamais havia visto algo parecido em toda a sua vida. A jovem mulher, que deve ser a Rainha daquele povo, está diante de si.
–Tal qual ela nunca houve na Terra, mulher de extraordinária e exótica beleza, pensava quase que paralisado pela singular visão.
_Sua pele é uma gradação suave do ruivo para o dourado. Seus longos cabelos, que descem a sua cintura, se assemelham a finíssimos fios de ouro divinamente ondulados.
Todo o seu Ser estremeceu violentamente ao notar que ela usa na fronte, uma faixa dourada idêntica a que prende os seus cabelos, desde menino.
O longo vestido branco acetinado, justo ao corpo até próximo aos joelhos, de onde se alarga tocando o piso revela as curvas que, unidas aos olhos azuis claros, os lábios de traços impecáveis, em conjunto com o gracioso rosto de anjo mulher, a torna deusa da mais pura beleza feminina.
Foi impossível para Neckvizs manter-se discreto quando no cumprimento, suas mãos se uniram.
Ela é a suprema representante de uma raça pura, originária desta mesma Terra, desde há oito milhões de anos. Nada escapa a sua extrema sensibilidade, que evoluiu no mesmo grau dos organismos físicos de homens e mulheres pertencentes a uma civilização que até ao presente, é alvo de muitas especulações.
–Venha Neckvizs, sente-se ao meu lado.
Você, até o momento, nunca havia tido a menor reação do belo, sensual ou afetivo por mulher alguma.
–Sugere-me conhecer meus sentimentos?
–Não apenas eles, nos melhores sentidos dos termos que vocês empregam para expressá-los, mas você como um todo.
–O tempo de existência do seu povo confere-lhe tantos poderes assim?
–Mais do que possas imaginar, porém, ter conhecimento de tudo sobre você, sem uma única exceção, é por outro motivo.
–Posso saber o seu nome e qual é este motivo?
–O motivo irá sabendo passo a passo, pois ele representa uma longa estrada a percorrer, já o meu nome é Necklia.
Necklia?! Perguntou Neckvizs pasmado.
–Sim. Os nossos nomes possuírem as mesmas quatro primeiras letras deixou-o muito curioso.
–Não é para deixar?!
–Você tem estranhado muito os acontecimentos recentes, logo após ter conhecido o Ser que o “batizastes” de Isasky.
–Conhece Isasky?
Ele é conhecido pelo meu povo há muitos milhões de anos.
–Muitos milhões de anos?!
–Exatamente, mas Ele não tem idade.
–Você está querendo me dizer que Ele é eterno?
–Sim. Entenda Isasky como sendo, figuradamente, uma das mais poderosas emanações do poder mental da Luz. Apresenta-se àqueles a quem é imperioso seu auxílio, muitas das vezes na aparência física do próprio auxiliado.

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